quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Conto: Dentro de Nós (Circe)

.....Era uma meia-noite do ano de dois mil e oito quando Adélia surgiu de seu Jaguar negro na porta do prédio em forma de uma metade de maça - sendo que nessa história, outra metade não há – aonde fica o restaurante mais luxuoso da cidade de concerto e estrelas.
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.....Seu servente chauffeur abriu a porta revelando-a para noite e os seres que ali rondavam. Impossível não notá-la. De tão branca sua pele parece translúcida, os cabelos ruivos esparramados sobre um manto de pele ebâneo suspenso por saltos pontiagudos de espadachim. O desfile surtiu efeito magnético nos manobristas, atraiu seus olhares fascinados, amorteceu suas reações em temor e impediu seu trabalho. Os clientes normalmente se incomodariam com isso, mas puderam compreender, pois sobre eles recaiu também o encanto visual que gera a aparição de uma alma da noite.
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(quem quiser o texto na integra, deixe um post com seu e-mail)

4 comentários:

Anônimo disse...

Tenho interesse, por favor envie para - sislene505@uol.com.br
bjs,
Sis

js disse...

Sei que parece besta dizer isso, mas como eh verdade vou dizer de qualquer jeito: muitas vezes penso em voce. E, claro, quero ler o conto todo. Vou torcer para um dia ter tua visita aqui. Beijos londrinos.

Anônimo disse...

CONFISSÃO

I

Amo
E toda nostalgia está dispersa.
Áspero por isso
Afundo meu nome no sal do século.
Duelei
Para caducar hipóteses sequiosas que me fazem
[inumeráveis dores.
Acaso reúno no bolso
A palavra e todo o inverno paralisado
Um silencio que me planeja nu a nu na vida
Fronte que habituei meus olhos.

Resta-me um eito de pedras indiviso,
A paralisia do adeus!

Frágil acontecimento?
A poesia é irresponsabilidade que o amigo quer
Tudo tornado velho e mudo
O farejo do presente
A estrutura do presente
O tempo empurrado para longe
Entupido de segredo e inrealidades
Onde fiel especulo
Sobre a noite e sua árvore
Ombro a ombro com o mistério.

A noite revela
O amador e seus pactos.

Anônimo disse...

Um dos deuses

Passou, lá, através do mercado de Seleucia,
como o crepúsculo começou a cair,
um homem considerável alto e perfeito,
com o sorriso da imortalidade em seus olhos negros,
e com seu cabelo preto do perfume o mais puro.
Os transeuntes olharam fixamente, hipnotizados,
todo o mundo se perguntavam que poderia ser,
se era talvez um árabe ou algum estrangeiro.

Mas alguns, que prestaram atenção,
compreendam e fizeram reverência,
como desapareceu através das arcadas,
nas sombras e nas luzes da noite -
caminhando para o bairro que vem vivo somente na noite,
selvagem com orgias da sensualidade,
com cada sorte do desejo selvagem e louco,
Quiseram saber que deus terrível tinham acordado,
e para que desejo estranho
tinha renunciado a pureza do céu
para andar nas pontas dos pés,
como uma pantera negra na noite
através das ruas de Seleucia.
C P Cavafy